Marinha do IRGC alega que petroleiros atingiram minas no Estreito de Ormuz
A Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) declarou que dois petroleiros comerciais explodiram e estavam queimando intensamente após colidirem com minas navais no Estreito de Ormuz, conforme reportagem publicada em 8 de novembro de 2026 pela agência estatal de notícias iraniana Mehr News Agency. A força militar iraniana sustentou que as duas embarcações tentavam navegar por uma rota não autorizada através da estratégica hidrovia quando as detonações ocorreram.
Segundo a Marinha do IRGC, as duas explosões relatadas ocorreram em setores marítimos distintos. Autoridades iranianas afirmaram que um petroleiro estava localizado a leste do Estreito de Ormuz, enquanto o segundo operava dentro do próprio estreito. A mídia estatal iraniana descreveu ambas as embarcações como navios infratores e alegou que ambos estavam em chamas intensas após o impacto com as minas.
Alegações de sistemas de navegação desativados
Em comunicado oficial divulgado por sua assessoria de imprensa, a Marinha do IRGC alegou que os dois petroleiros haviam cometido múltiplas infrações marítimas antes de colidirem com as minas. Especificamente, os militares iranianos afirmaram que ambas as embarcações haviam desligado deliberadamente seus sistemas de navegação e posicionamento de bordo antes de tentar cruzar a rota não autorizada no Estreito de Ormuz.
Ameaças contra a navegação comercial e as forças dos EUA
Junto ao anúncio sobre os petroleiros em chamas, a Marinha do IRGC emitiu um alerta explícito direcionado ao tráfego marítimo que navega pelo Estreito de Ormuz. A força militar asseverou que, conforme já havia anunciado anteriormente, qualquer navio ou embarcação que coopere com as forças armadas dos Estados Unidos enfrentará graves perigos se desrespeitar as regulamentações iranianas na hidrovia.
A Marinha do IRGC alertou que qualquer embarcação que desafie as normas iranianas no Estreito de Ormuz e adentre a zona não autorizada certamente colidirá com uma mina. Em sua declaração pública, a Marinha do IRGC descreveu as forças armadas norte-americanas como militares agressores e saqueadores, ao mesmo tempo em que instou explicitamente os navios comerciais a não darem ouvidos ao que chamou de fantasias do comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).