Dois homens armados palestinos mataram dois soldados israelenses e feriram outros três em um tiroteio perto de Hebron em 23 de outubro. A Associated Press informou que os atacantes abriram fogo contra uma posição militar perto do entroncamento de Yehuda e foram mortos após uma troca de tiros que durou cerca de 20 minutos. As autoridades israelenses identificaram os soldados mortos como o sargento-chefe Ron Yonatan Roytman e o sargento Yuval Shai Svilem.
O Hamas elogiou o ataque em um comunicado, chamando-o de resposta legítima às ações israelenses, informou o The Washington Post. O Hamas não reivindicou o tiroteio. Autoridades israelenses disseram que os atacantes eram ligados ao Hamas, mas os relatos públicos não determinaram quem planejou ou dirigiu o ataque. Essa distinção importa: elogiar um ataque depois do ocorrido não comprova, por si só, controle operacional.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu ordenou que as forças de segurança cercassem Hebron e preparassem fechamentos mais amplos. Também anunciou uma operação extensa na região. A AP informou que forças israelenses iniciaram buscas e demolições perto do local, enquanto os militares disseram que atuariam por vários dias e restringiriam o movimento por saídas designadas.
O ataque ocorreu poucos dias antes da eleição parlamentar israelense de 27 de outubro, acrescentando pressão política às decisões de segurança. Netanyahu descreveu o incidente como evidência de uma ameaça mais ampla e prometeu uma resposta firme. A AP observou que não havia provas de ligação entre a Autoridade Palestina e os homens armados, apesar dos apelos de ministros israelenses para assumir o controle de áreas administradas pela Autoridade.
A declaração do Hamas transformou o incidente em mensagem pública do grupo, mas os relatos disponíveis não esclareceram quem planejou o ataque. O The Washington Post citou a justificativa do Hamas; a AP documentou as vítimas e a resposta israelense imediata. Os Estados Unidos designam o Hamas como Organização Terrorista Estrangeira. Nenhum dos artigos relatou provas de que a liderança do Hamas tenha ordenado esse ataque específico.