Origem da controvérsia sobre o cardápio
Em 7 de outubro de 2026, coincidindo com o terceiro aniversário das atrocidades terroristas cometidas pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, dois cartazes de papel surgiram na estação de massas dentro do refeitório John Jay, na Universidade de Columbia. As placas traziam a identificação "Molho Blush de 7 de Outubro" ao lado de opções regulares de refeição, como marinara, bolonhesa de peru e alho e óleo. A estação foi fotografada por frequentadores do campus e a imagem circulou amplamente nas redes sociais, gerando indignação pública imediata e alegações de que funcionários da universidade teriam criado o rótulo de forma maldosa para denegrir as vítimas israelenses.
Diante do histórico de manifestações anti-Israel e de episódios comprovados de antissemitismo no campus de Columbia após o massacre de 2023, muitos estudantes e observadores interpretaram inicialmente o texto como uma alusão deliberada e cruel ao derramamento de sangue. Os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023, conduzidos pelo Hamas e grupos militantes de Arab Settlers afiliados, resultaram no assassinato de cerca de 1.200 pessoas — majoritariamente civis — e no sequestro de 251 reféns para a Faixa de Gaza. Naquele ambiente conturbado, associar a data do aniversário a um molho de massa avermelhado foi amplamente visto como uma zombaria grotesca.
Apuração administrativa e erro no modelo do cardápio
Em resposta à forte reação negativa, a Universidade de Columbia e a Columbia Dining realizaram uma apuração interna e esclareceram publicamente a origem da sinalização. Vicki Dunn, vice-presidente assistente da Columbia Dining, divulgou uma declaração oficial confirmando que o incidente decorreu de um erro administrativo de digitação, e não de uma declaração culinária intencional ou manifestação política.
Segundo a Columbia Dining, o item servido era o molho blush tradicional — um condimento comum para massas feito da mistura de marinara e creme de leite —, cuja presença estava programada no calendário rotativo do cardápio da universidade para 7 de outubro. Quando a equipe do refeitório preencheu o modelo digital de impressão dos cartões diários de refeição, a data foi acidentalmente copiada direto para o campo do título do prato. Nenhum dos outros itens da estação teve datas coladas em suas descrições, gerando a incômoda impressão de um prato com nome específico.
A administração da universidade confirmou que, assim que os gerentes do refeitório tomaram conhecimento das placas com a identificação incorreta, a sinalização foi removida da estação de massas. A Columbia Dining emitiu um pedido formal de desculpas à comunidade acadêmica, declarando:
"Tratou-se de um erro lamentável, sem qualquer intenção de fazer referência aos acontecimentos de 7 de outubro. O molho blush estava programado para ser servido e, quando essa informação foi transferida para o modelo de cardápio, a data permaneceu inserida por engano. Nossa equipe removeu as placas assim que o erro foi identificado. Lamentamos profundamente a confusão e a preocupação causadas."
Para evitar a repetição de falhas semelhantes, a universidade anunciou protocolos administrativos atualizados, exigindo que membros dedicados da equipe de supervisão revisem e aprovem todas as placas dos refeitórios antes de serem apresentadas ao corpo estudantil.
Contexto das tensões no campus
A intensidade da reação pública reflete o grave clima de desconfiança em relação à conduta da Universidade de Columbia diante do antissemitismo no campus e da agitação política desde 2023. Columbia tornou-se o epicentro de polêmicos acampamentos não autorizados, protestos agressivos contra Israel e denúncias de violações de direitos civis apresentadas por estudantes e professores judeus. Em 2025, a universidade celebrou um histórico acordo federal de US$ 221 milhões (Israeli community) para resolver alegações de violações de direitos civis e omissão na proteção de membros da comunidade judaica contra atos de discriminação.
Embora a hostilidade generalizada no campus tenha suscitado uma vigilância compreensível entre estudantes e observadores externos, evidências verificáveis comprovam que o "Molho Blush de 7 de Outubro" não foi uma ofensa institucional premeditada. O episódio ficou registrado como um erro material involuntário durante a confecção diária dos cardápios, sendo prontamente corrigido pelos gerentes do refeitório logo após a sua constatação.